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23 de março de 2019

O Globo


Manchete : ‘Bolsonaro precisa liderar a reforma’, diz Rodrigo Maia

Após abandonar articulação pela mudança nas aposentadorias, presidente da Câmara cobra protagonismo do chefe do Executivo

Depois de ser alvo de críticas de políticos da situação, entre eles Carlos Bolsonaro, e de ataques nas redes sociais pela condução de projetos de interesse do governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), abandonou o papel de articulador da reforma da Previdência. Ele cobrou protagonismo do presidente Bolsonaro. “Se ele não comandar, não teremos os 308 votos”, disse. “É o constrangimento do presidente de defender a reforma, sempre dizendo que não gostaria de votá-la, que gera insegurança entre os parlamentares”, afirmou Maia, que atacou a divisão fomentada pelo PSL. “Não tem velha nem nova política. Tem a política, e ela é feita com diálogo”. (PÁGINA 17)

MERVAL PEREIRA

Maia: Bolsonaro não tem noção da grave situação (PÁGINA 2)

MÍRIAM LEITÃO

Governo é a maior pedra no caminho da reforma (PÁGINA 18)

Habeas corpus de Temer será julgado na quarta

Relator do habeas corpus do ex-presidente Michel Temer, o desembargador Ivan Athié, do TRF-2, decidiu levar o caso para a 1ª Turma especializada do tribunal, que se reúne dia 27. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, negou pedido de liberdade e suspensão do processo feito pela defesa do ex-ministro Moreira Franco. (PÁGINA 4)

Novo bloco da região isola ainda mais a Venezuela

Oito países, inclusive o Brasil, assinaram a criação do Fórum para o Progresso da América do Sul (Prosul). A Venezuela não foi convidada para a cerimônia. No Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, o governo Bolsonaro abandonou tradição brasileira de apoio aos palestinos. (PÁGINAS 25 e 26)

Alerj cria verba mensal de R$ 26 mil para cada deputado

Auxílio vai bancar gastos como aluguel de carros e imóveis

A Alerj oficializou a criação de uma verba de R$ 26,8 mil mensais para cada um dos 70 gabinetes, com impacto de R$ 22,5 milhões no ano. O valor pode bancar aluguel de imóveis e carros, combustível e IPTU de escritórios de apoio. Em nota, a Assembleia do Rio diz que o objetivo é “modernizar a gestão e ampliar a governança do Legislativo”. (PÁGINA 11)

MP investiga ligação de policiais com João de Deus (PÁGINA 29)


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O Estado de S. Paulo


Manchete : Maia se mantém na articulação e diz que governo é um ‘deserto’

Presidente da Câmara afirma que o ministro Paulo Guedes é uma ‘ilha’ entre seus pares e que o Brasil precisa ‘sair do Twitter e ir para a vida real’

Um dia depois de ameaçar deixar a articulação política da reforma da Previdência na Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, negou ontem que abandonará a função, mas disse que o governo não pode terceirizar a responsabilidade. Para ele, Jair Bolsonaro deve assumir a liderança nesse processo, caso contrário, terá dificuldades para aprovar as mudanças nas regras da aposentadoria. “O discurso dele (Bolsonaro) é: sou contra a reforma, mas fui obrigado a mandá-la, ou o Brasil quebra. Ele dá sinais de insegurança ao Parlamento”, disse, em entrevista ao Estado. “Hoje o governo não tem base. Não sou eu que vou organizá- la.” Maia afirmou ainda que o governo é um “deserto de ideias”, com exceção do ministro da Economia, Paulo Guedes, e que o Brasil “precisa sair do Twitter e ir para a vida real”. “Ninguém consegue emprego por causa do Twitter. Precisamos que o País volte a ter um projeto. Qual é o projeto do governo Bolsonaro fora a Previdência e o projeto de Sérgio Moro? Não se sabe.” (POLÍTICA / PÁG. A4)

Descontente, Centrão ameaça fazer ‘rebelião’

Descontentes com o governo, líderes do Centrão – formado por PP, PR, PTB e PRB – ameaçam uma rebelião. Dizem que vão recusar cargos e garantir espaço para a oposição na sabatina do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ameaçam também derrubar o projeto da isenção de vistos para turistas americanos. (POLÍTICA / PÁG. A6)

General faz alerta sobre remuneração

O general Eduardo Garrido, assessor do Ministério da Defesa, disse que a reforma dos militares ficará “capenga”, caso o Congresso retire as propostas sobre a remuneração e as gratificações. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Em Santiago, presidente nega uso da força contra Maduro

No Chile, onde 8 países assinaram ontem a criação do Prosul, novo bloco regional, o presidente Jair Bolsonaro descartou a intervenção militar na Venezuela. A declaração foi feita após o filho dele, Eduardo Bolsonaro, sugerir, em entrevista, o uso da força contra Nicolás Maduro. “Não existe essa possibilidade”, disse o presidente. (INTERNACIONAL / PÁG. A16)

MPF acusará Temer de corrupção e lavagem

O MPF vai apresentar na próxima semana denúncia por peculato, corrupção e lavagem de dinheiro contra o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Wellington Moreira Franco e outras oito pessoas presas pela Lava Jato. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Fogo no Museu Nacional começou no ar-condicionado

Laudo da Polícia Federal, obtido pelo Estado, mostra que um curto-circuito em um aparelho de ar condicionado foi a causa do incêndio no Museu Nacional, no Rio, em setembro. O fogo começou no auditório, no primeiro andar, e destruiu a maior parte do acervo de 12 mil itens. A investigação descarta ação criminosa. (METRÓPOLE / PÁG. A20)

João Domingos

A ideia de atrair partidos só pela força das urnas, sem oferecer nada em troca, parece sonho distante. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Marcelo Rubens Paiva

Ex-secretária defendia um currículo escolar organizado ‘sobre’ (sic) a ‘ótica de Deus’. (CADERNO 2 / PÁG. C6)

Notas&Informações

O Estado de Direito agredido

A possibilidade de que um juiz determine a prisão de uma pessoa simplesmente porque esse é seu desejo agride frontalmente o Estado Democrático de Direito. (PÁG. A3)

Trombada com a realidade

A economia perdeu vigor no começo do ano, depois de um trimestre final muito ruim no ano passado. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo


Mercado : Ceticismo sobre Previdência enerva mercado; dólar sobe

Moeda fecha em R$ 3,90, e Bolsonaro diz estar aberto para dialogar com Maia

A Bolsa, o dólar, o risco-país e os juros, quatro dos principais termômetros do mercado financeiro, mudaram de direção nesta semana. Reflexo da dúvida de investidores com a aprovação da reforma da Previdência diante da desarticulação no Congresso, voltaram para os patamares do começo do governo Jair Bolsonaro (PSL). Ontem, o dólar avançou mais de 2% e ultrapassou a barreira dos R$ 3,90 pela primeira vez neste governo. Depois de ter superado os 100 mil pontos, a Bolsa, com queda de 3,09%, encerrou a semana em 93.735 pontos. “A gente foi do céu ao inferno em uma semana”, afirma Álvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais. No campo político, a impaciência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com o clã Bolsonaro agrava o cenário pessimista. O presidente comparou Maia a uma namorada e declarou que tentará dialogar. “Quando ela quis ir embora, o que você fez para ela voltar? Não conversou? Estou à disposição.” (Mercado A20 e A24)

Temer se cala, e STF nega apelo de ex-ministro

O ex-presidente Michel Temer (MDB) silenciou em seu depoimento na Superintendência da Polícia Federal do Rio, onde está detido. O Tribunal Regional Federal da 2a Região julgará na quarta os pedidos de habeas corpus feitos pelos defensores dele e dos demais presos. O ex-ministro Moreira Franco prestou depoimento e negou participação em desvios. Sua defesa foi ao STF pela anulação da prisão. O ministro Marco Aurélio negou a soltura e não apreciou pedido dos advogados para que o caso fosse levado à Justiça Eleitoral. (Poder A4)

Brasil e mais sete países assinam criação do bloco anti-Venezuela Prosul (A14)


Demissão de secretária executiva piora crise no Ministério da Educação (B3)


Ministério Público pede interdição de 14 pontes em SP

Parecer técnico apontou que 14 pontes e viadutos na cidade têm risco de queda e, por isso, devem ser interditados. Entre as anomalias apontadas estão problemas em fundações, vigas e estruturas metálicas expostas. A prefeitura diz desconhecer a avaliação da promotoria. (Cotidiano B1)

Crimes sexuais no transporte público de SP crescem 265% em 10 anos (Cotidiano B6)


Hélio Schwartsman

Não ter vencedor em disputa pelo poder é positivo

Numa coisa Gilmar Mendes tem razão. A queda de braço entre procuradores e juízes vinculados à Lava Jato e forças mais tradicionais da política e do Judiciário é uma disputa por poder. Nenhum lado derrotará o outro. (Opinião A2)

Luís F. Carvalho Fº

Insulto a governo e autoridades é direito natural

Independentemente de ideologias, governantes e autoridades existem para serem afrontados, de forma justa ou injusta, com ou sem exageros. Compensação aos confiscos de liberdade que a vida em sociedade impõe. (Cotidiano B4)

Editoriais

Justiça e circo

Sobre prisão preventiva do ex-presidente Temer (A2)

MEC a perigo

Acerca de tropeços em série do titular da Educação (A2)

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